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Boa tarde, hoje é 6 / 9 / 2010. |
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Pergunta sobre superfícies instáveis
A utilização de superfícies instáveis na hemiplegia...
Nas hemiplegias em que o paciente evolui a ponto de manter-se em pé, mesmo com apoio, em superfícies instáveis, pode-se obter resultados positivos ou negativos quanto a esse trabalho.
Quanto ao equilíbrio em pé, o sistema nervoso do paciente com lesões moderadas (às vezes mesmo com lesões leves) não está preparado para aceitar naturalmente deslocamentos maiores do centro de gravidade. Isso, se precipitado, aumenta ainda mais a hipertonia e provoca reações associadas que enrijecem e fixam o lado afetado, promovendo uma possível queda do paciente. O despreparo do sistema nervoso, a negligência do hemicorpo e o medo de queda, são fatores desencadeantes do fracasso. Além disso, é preciso considerar que o deslocamento do tornozelo para a flexão plantar aumenta a hipertonia do membro inferior, por estimular a reação positiva de suporte, devendo ser muito bem monitorada.
Por outro lado, mínimos deslocamentos do centro de gravidade, permitindo o seu ajuste gradual à base de sustentação, de forma ativa pelo paciente, é ferramenta correta e eficaz para o ajuste de tônus e, por via de conseqüência, dos automatismos equilibratórios.
A regra pode ser: tudo o que aumenta o tônus é ruim. Muitas vezes, é isso que superfícies instáveis provocam. Portanto...
Prof. Adriano Daudt, Crefito5 19.368F.
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