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Pergunta sobre quebra de padrões espásticos
Gostaria de obter informaçoes sobre métodos de quebra de padrões de espasticidade, através de posicionamento ou técnicas específicas...
É praticamente impossível falar sobre quebra de padrões sem lembrar do casal Bobath. Em todos os seus livros pode-se achar conceitos e técnicas que favorecem a inibição da espasticidade e a facilitação do movimento normal. No entanto, podemos resumir o assunto.
Diminui-se a espasticidade tanto através de inibição como de facilitação. É mais fácil fazê-lo colocando o paciente em “Posturas de Inibição Reflexa (PIR)”. Por exemplo, a máxima flexão de quadril e joelhos com o paciente em decúbito dorsal. Esta é uma ótima postura para inibir a hipertonia de tronco e membros inferiores. Nesta posição fletida, introduzindo-se a rotação do quadril, girando as pernas para os lados e dissociando da cintura escapular (segurando o ombro para não acompanhar o deslocamento), consegue-se maior inibição ainda, devido a rotação do tronco.
Para todos os grupos musculares existem posturas inibitórias. O segredo é conhecer os padrões de movimento normal e reconhecer a influência dos reflexos tônicos que distribuem a espasticidade pelo corpo. Por exemplo, o Reflexo Tônico Labiríntico pode aumentar a espasticidade extensora quando a cabeça está inclinada para trás...
Já a diminuição da espasticidade através da facilitação do movimento normal, supõe pular a fase de inibição por posturas, inibindo pela ativação de grupos musculares antagonistas que, antes, eram os que estavam inibidos pela hipertonia dos agonistas. Esta não é uma forma tão fácil de manuseio e requer um bom conhecimento da influência dos reflexos tônicos mas, também, das Reações de Retificação/Endireitamento e de Equilíbrio. Aqui, é a vez da facilitação através de sinergias e da inervação recíproca.
Mais que inibir a espasticidade, está ativando-se a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de áreas não lesadas do sistema nervoso assumirem a função, mesmo parcial, de áreas lesadas. É a recuperação do movimento ativo. Aliás, fora disso, somente por posturas, a inibição é temporária; mas pela ativação dos antagonistas, a inibição da hipertonia transforma-se em possibilidade de movimento funcional, objetivo final do fisioterapeuta.
Prof. Adriano Daudt, Crefito5 19.368F.
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